Segundo os padrões estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil, hoje, já pode ser considerado um país estruturalmente envelhecido. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), afirma que, em 2030 o Brasil terá a sexta população mundial de idosos em números absolutos. No Brasil, segundo o IBGE, havia cerca de sete milhões de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos em 1980 e estima-se para o ano 2025 que essa população atingirá, aproximadamente, 34 milhões de idosos no Brasil.
Sabe-se que essa transição demográfica está sendo acompanhada por uma transição epidemiológica, com uma mudança no perfil de morbi-mortalidade da população, sendo as doenças infecto-contagiosas substituídas pelas doenças crônico-degenerativas. O grande problema dessas doenças é que além de crônicas geram incapacidades e dependência, fatores que são considerados como as maiores adversidades da saúde associadas ao envelhecimento.
Daí então a importância de se oferecer aos idosos, alternativas que atendam às diferentes condições biológicas, psicológicas e sociais dos mesmos, valorizando a promoção da saúde e a prevenção das incapacidades que essas doenças podem acarretar nas pessoas. É, portanto, necessário que os profissionais de saúde e familiares se mantenham atentos a quaisquer alterações nos idosos e intervenham, prontamente e de forma adequada visando uma melhor adaptação do indivíduo ao processo de envelhecimento, além disso, devem avaliar periodicamente os idosos, buscando detectar os fatores de risco decorrentes de alterações que comprometem o estado de saúde do mesmo.
“O principal objetivo das medidas preventivas na terceira idade não é reduzir as taxas de mortalidade, mas melhorar a saúde e a qualidade de vida dos idosos, de modo que eles tenham suas atividades menos afetadas por doenças crônicas e degenerativas”.
Os idosos têm a necessidade e o direito de sentir-se bem e importante no meio em que vivem. É fundamental que as pessoas não percam o interesse pelas alegrias da vida.
É necessário sensibilizar todos os seguimentos da sociedade, principalmente os familiares e profissionais de saúde que estão em contato direto com esta população, para a responsabilidade de favorecer a autonomia dos idosos, no limite máximo de suas possibilidades, independente do grau de dificuldades particulares que possam apresentar. É uma idéia errônea a de que as transformações anatômicas e fisiológicas que ocorrem com as pessoas da terceira idade são doença.
A velhice nunca deve ser confundida com doença, a saúde e o bem-estar do idoso estão relacionados intimamente a autonomia e independência que o mesmo possui, devemos, pois ressaltar que estas transformações necessitam de um cuidado que envolva os aspectos bio-psico-sociais e não apenas o físico do idoso para se evitar que as doenças se instalem.
Nesta perspectiva, e frente à problemática emergencial, principalmente quando nos deparamos com uma sociedade que tem demonstrado o não preparo para lidar com o idoso e, ainda extrema indiferença no convívio com esse, devemos desenvolver o nosso papel de impulsionadores da mudança comportamental e atitudinal da sociedade em geral com o idoso.
Marília Magalhães - Sócia idealizadora
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